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Marcadores: DicasNo primeiro trimestre deste ano, cerca de 1,3 milhões de PCs foram vendidos no Brasil. A maioria deles estão sendo comprados por pessoas que têm um PC pela primeira vez. É preciso tomar cuidado, pois sabendo da inexperiência da maior parte do público, revendedores podem oferecer produtos não muito recomendáveis. Falando em português claro, nunca foi tão fácil vender um PC ruim. Aqui você aprenderá a escapar da maior parte das armadilhas do mercado.
Compras erradas
Duas situações levam o usuário a comprar um PC errado, e o usuário leigo é a principal vítima. A primeira é a compra de um PC inadequado para os trabalhos que vão ser realizados. Existem PCs adequados para trabalhos em pequenos escritórios, outros adequados para jogos e aplicações domésticas, outros indicados para aplicações profissionais. Um usuário de primeira viagem pode comprar um PC simples (indicado para uso em escritórios) pensando ser adequado aos jogos tridimensionais de última geração. Ou pode pagar caro demais por um PC do qual não irá tirar proveito. Os usuários mais experientes não passam por esses problemas. Pelo fato de já terem possuído outros PCs, sabem exatamente (ou quase) como deve ser um PC ideal para as suas aplicações.
Baixa qualidade
Outro problema sofrido pelos usuários principiantes é a compra de PCs feitos com peças de má qualidade. Um PC para aplicações simples, mas construído com peças de boa qualidade, deveria custar no mínimo 1500 reais. Entretanto encontramos modelos à venda até por 1200. O preço é 20% menor, mas a qualidade deixa muito a desejar. Infelizmente o usuário principiante não conhece os detalhes técnicos necessários para distinguir entre um PC de boa e um de má qualidade. Levam em conta apenas o preço, e com isso têm a grande chance de acabar jogando dinheiro fora. Existem PCs baratos pelo fato de serem equipados com um monitor que emite muita radiação nociva à visão (por isso são mais baratos), com gabinetes que começam a enferrujar depois de um ano, com teclado e mouse de péssima qualidade, com disco rígido que têm o péssimo hábito de estragar e causar perda de dados, fonte de alimentação que reseta o PC com a menor flutuação na rede elétrica, modems que fazem a ligação cair constantemente nas conexões com a Internet, placas de CPU que apresentam travamentos em vários programas, e todo tipo de problema, como os leitores deste jornal podem constatar na Ciranda Cibernética. Os problemas mostrados nesta coluna são apenas a ponta do iceberg. Existem muitos outros problemas que não são publicados, simplesmente por não terem solução: são causados pela má qualidade dos PCs baratos.
PCs de grife, PCs com nome e PCs sem nome
Os PCs de grife são aqueles produzidos por grandes empresas, como IBM, Compaq, Itautec, Dell, Acer, Microtec. Em geral são os de maior preço e melhor qualidade. Se para você dinheiro não é problema, comprar um PC de grife é uma forma quase garantida de não ter problemas ligados à baixa qualidade. Outros PCs podem possuir nomes, mas ainda assim serem produzidos por pequenas ou médias empresas, quase sempre deixando a desejar na qualidade. Finalmente temos os PCs sem nome, que também são produzidas por pequenas empresas, mas que não se deram ao trabalho de criar uma marca. Os PCs com nome e os PCs sem nome poderiam ser produzidos com a mesma qualidade dos PCs de grife, e seus preços ficariam um pouco menores. Infelizmente na maioria dos casos, esses PCs são produzidos com peças de qualidade inferior, ficando com preços bem mais baixos. Se um PC de grife custa 1800 reais, seria possível produzir um de qualidade similar por 1500 e com a mesma configuração, mas a maioria dos pequenos produtores prefere criar modelos de 1200 ou 1300 reais, com qualidade bem inferior.
Identificando um bom PC
Se você não pode comprar um PC de grife, compre um modelo de marca menos famosa ou mesmo sem nome, mas verifique se as peças são de boa qualidade:
a) Placa mãe
Esta é a placa mais importante do computador. Economizar nela significa o risco de colocar a perder toda a qualidade e desempenho do computador. As melhores marcas de placas de CPU encontradas no Brasil são Intel, Asus, Supermicro, Soyo, FIC, Gigabyte. As piores são PC Chips, que também aparecem com os nomes de M585 (ou M-seguido de um número), Xcel, TX-Pro, BX-Pro, etc.
b) Disco rígido
Os preferidos dos produtores de PCs de alta qualidade são Quantum e Seagate. Em terceiro lugar temos a Western Digital e Maxtor, que não têm atravessado fases boas. Discos Fujitsu e Samsung são os mais baratos, mas quem entende não quer ver nem a sombra deles.
c) Modems isso no ultimo caso só pra quem usa Discada
De um modo geral, modems 3COM/US Robotics são de boa qualidade, seguidos pelos da Diamond. Modems Motorola e Cirrus Logic são incógnitas. Dependendo do fabricante (Motorola e Cirrus Logic fabricam os chips, outras empresas fabricam as placas que usam os chips) podem ser de boa ou má qualidade. Modems PCTel são considerados os piores. Modems onboard (embutidos na placa de CPU) são muito problemáticos, além de causarem lentidão no computador. E não esqueça, o modem deve ser de 56k, padrão V90. Existem ainda alguns modems antigos (ponta de estoque) dos padrões X2 e K56Flex. Não sendo V90 (o padrão usado pelos provedores de acesso à Internet em todo o Brasil), esses modems não conseguem operar a 56k bps, ficam limitados a 33.600 bps (padrão V34).
d) Placas de som
Pelo menos esta é uma notícia boa. As placas de som de menor custo, mesmo sendo de baixa qualidade, dificilmente chegam a atrapalhar o desempenho ou comprometer a confiabilidade do computador. Se você gosta de jogos, escolha uma boa placa Creative Labs (SB Live, SB PCI 128 ou 512, SB AWE64). Se você não liga para jogos, pode utilizar qualquer placa de som, mesmo as de baixo custo ou onboard (embutida na placa mãe).
e) Monitor
Verifique no manual do monitor (em alguns casos na parte traseira) se o mesmo atende ao padrão MPR II. Melhor ainda, veja se atende ao padrão TCO. Esses dois padrões dizem respeito aos níveis de radiação (raios X e outras radiações nocivas) emitidas pela tela do monitor. Monitores muito baratos podem não ter essas certificações e fazer mal à visão. Cuidado, apesar de existirem poucos modelos que não atendem esses padrões, eles são muito comuns. São os preferidos dos produtores de PCs de baixo custo.
f) Drive de CD-ROM
A maioria das marcas é de boa qualidade: Acer, Asus, Teac, Hitachi, Creative, LG, Liteon, Panasonic, entre outros. São atualmente muito comuns os modelos da Creative, pode comprar um desses e você dificilmente ficará arrependido. Tome cuidado, pois são muito comuns os modelos genéricos, sem marca. Custam de 30 a 40 reais a menos que os da Creative, e sua confiabilidade é uma incógnita.
g) Placa de vídeo
Placas Voodoo são as melhores para jogos de última geração, (ex: Voodoo 3 3000). O mesmo podemos dizer sobre os últimos modelos da Diamond (Viper II, V770 Ultra). Vários fabricantes produzem placas semelhantes, usando os mesmos chips gráficos, algumas de marcas famosas (por exemplo, Creative Labs) outros nem tão famosos (Jaton, ExpertColor). O mais importante de tudo para ter um elevado desempenho em jogos 3D é um bom chip gráfico (Voodoo 3, Nvidia TNT2, Geforce 256, etc.). Se você pretende comprar um PC com uma placa de vídeo 3D de última geração, dê antes uma olhada na comparação de chips gráficos em www.tomshardware.com. Depois dessas, encontramos placas de vídeo de baixo custo, equipadas com chips mais modestos. Os mais comuns são Trident e Cirrus Logic. Por último encontramos o vídeo onboard, que é o circuito de vídeo embutido na placa de CPU. Como sempre são chips de baixo custo e muitas vezes utilizam memória compartilhada, seu desempenho deixa muito a desejar. São inadequadas aos jogos 3D de última geração, e de penúltima também. Muitos produtores usam de má fé e os anunciam como "placa de vídeo 3D AGP com 8 MB". Não usam placa de vídeo, e sim vídeo onboard (embutido na placa de CPU). O resto é verdade, só seriam realmente vantajosos se estivessem em uma placa de vídeo de verdade. É 3D mas com modesto desempenho, é ligado ao barramento AGP e podem usar até 8 MB, mas esta memória é compartilhada com o processador, causando lentidão.
h) Teclado e mouse
Encontramos no comercio teclados à venda por 15 reais e mouses por 5 reais. São um lixo, só servem para reduzir o preço do PC, mas usá-los é um verdadeiro transtorno. Teclas agarrando ou se soltando, as letras se apagam com o tempo, pressionar suas teclas parece o apertar de uma mola enferrujada, ou ponteiro do mouse fica agarrando (a esfera trava ou desliza). Nada disso aconteceria se fosse usado um teclado (60 reais) e um mouse (25 reais) de boa qualidade. O teclado Microsoft é muito bom mas também muito caro. Existem modelos de boa qualidade da Genius, Logitech, Leadership e MTEC. O mouse da Microsoft, do último modelo, também é caro, mas encontramos modelos mais simples da própria Microsoft, da Genius e Logitech na faixa dos 25 reais.
i) Gabinete e fonte de alimentação
Dificilmente você deixará de comprar um PC quase bom, só porque o gabinete e a fonte são ruins, mas se puder escolher, peça para o revendedor abrir o gabinete. Os modelos ruins tem o seu interior feito de metal de má qualidade, fino, sem brilho, com rebarbas de metal que cortam as mãos do usuário distraído. Alguns parecem que são feitos de folha de flandres (aquela chapa fina usada na fabricação de latas). Vai aqui uma pista: quando o gabinete é ruim, a fonte de alimentação provavelmente é de má qualidade. Por via das dúvidas, não deixe de comprar também um estabilizador de voltagem.
Identifique para que o PC vai ser usado
PCs simples podem fazer muitas coisas, mas nem todas. Não são adequados para editoração eletrônica, Web Design, processamento de imagens, CAD, aplicações profissionais em geral e jogos em 3D. Se você tentar realizar essas tarefas com um PC simples (ex: K6-2/500 com 32 MB de memória e um disco rígido de 4 GB) vai conseguir, mas a lentidão será tanta que a sua produtividade será bastante reduzida. Use para essas tarefas um processador Pentium III ou Athlon, superior a 600 MHz, com no mínimo 64 MB de memória, uma boa placa de vídeo 3D e um disco rígido com no mínimo 10 GB. Por outro lado, se o PCs vai ser usado para aplicações de escritório (processamento de texto, planilhas e banco de dados, programas de apresentação, acesso à Internet) e jogos simples, um PC de configuração modesta será satisfatório. Dificilmente um PC modesto será suficiente para aplicações domésticas. Ao contrário do que muitos pensam, um PC doméstico freqüentemente usará muitos programas (precisa de um HD de alta capacidade), deve ter uma boa placa de vídeo 3D (entre todas as pessoas que vão usar o PC doméstico, provavelmente existe pelo menos uma que gosta de jogos) e uma boa quantidade de memória (com muitos programas, é grande a chance de alguns deles precisarem de mais de 32 MB, portanto 64 MB é a quantidade recomendada).
Monitor
Uma questão a ser levada em conta em um bom monitor são os certificados internacionais de segurança, MPR II e TCO. O padrão TCO é mais rigoroso que o MPR II, portanto um monitor certificado como TCO emite menos radiação que um certificado apenas pelo MPR II, que é o mínimo recomendável. Não caia na conversa de vendedores se disserem que os monitores têm certificações UL, FCC ou CSA. Essas certificações não têm relação alguma com a emissão de radiação pela tela. É preciso levar em conta ainda que o monitor é um bom investimento. Se você comprou um bom monitor em 1994, provavelmente já trocou de computador várias vezes, mas o monitor ainda está funcionando. Um monitor demora muitos anos para ficar obsoleto. Comuns desde o início dos anos 90, apenas agora os monitores Super VGA de 14" são considerados obsoletos, devido à sua tela de tamanho reduzido. Pelos padrões atuais, melhor seria comprar um modelo e 15". A diferença de preço é pequena, apenas cerca de 50 reais mais caro que um de 14". Vale a pena investir em um modelo de 17". Podemos encontrar bons modelos com preços entre 700 e 1200 reais. Você usará este monitor durante muitos anos, ou seja, seus próximos PCs poderão ser comprados sem monitor.
Se você procurar um monitor barato, de 14", exija além das certificações MPR II ou TCO, o seguinte:
a) Dot Pitch: deve ser de 0,28 mm ou menor. Existem modelos com 0,25 e até 0,20 mm. Quanto menor é o dot pitch, melhor é a qualidade da imagem.
b) Taxa de varredura: verifique no manual do monitor se ele é capaz de operar na resolução de 800x600 com no mínimo 72 Hz (72 quadros por segundo). Este requisito é atendido pela maioria dos monitores de 14", mas alguns modelos baratos chegam a apenas 60 Hz nesta resolução. O resultado é a cintilação (flicker), que faz mal à vista.
c) Marcas: O fato de optar por uma boa marca não significa que o monitor seja bom. Todos os fabricantes, mesmo os de primeira linha, produzem modelos econômicos. Ainda assim, boas são consideradas a Samsung, LG, Philips, Sony e NEC. Todas são encontradas no Brasil com facilidade.
Monitores LCD
O estado da arte em monitores são os de tela de cristal líquido. Possuem excelente qualidade de imagem, são compactos e não emitem radiação, mas seus preços ainda são muito elevados. Pelo preço de um monitor LCD você pode comprar um excelente monitor tradicional de 21", ou então um PC de última geração. Os preços tendem a cair, mas por enquanto estão acima daquilo que a maioria dos usuários admite pagar.
Scanner
Este é um equipamento muito útil para qualquer tipo de PC, seja ele doméstico ou para uso profissional. Com ele podemos capturar fotografias e convertê-las em arquivos gráficos que podem ser visualizados na tela ou listados na impressora. Existem muitos modelos com preços acessíveis, entre 200 e 300 reais. Modelos mais sofisticados e mais rápidos são indicados para aplicações profissionais, como editoração eletrônica. Alguns modelos também profissionais são capazes de digitalizar fotos em cromos ou slides. Modelos simples para uso doméstico fazem a digitalização de forma lenta, em três etapas: primeiro digitaliza as componentes de vermelho, depois verde e depois azul. Os scanners para uso profissional são mais rápidos, em um só passo digitalizam todas as cores, o que representa maior produtividade. Scanners mais sofisticados também operam com maior número de bits. São comuns os modelos simples de 24 bits (8 bits para cada componente de cor), os de 30 bits (10 bits por componente) e de 36 bits (12 bits por componente). Ao digitalizar uma imagem com maior número de bits, serão menores os erros de digitalização, resultando em cores e detalhes muito mais precisos.
A resolução
Muitos usuários ficam impressionados com a resolução anunciada pelos fabricantes de scanners. Encontramos modelos de 4800 dpi (pontos por polegada), 9600 dpi e até de 19200 dpi. Ao contrário do que muitos pensam (e aí está a armadilha), essas resoluções na prática não são usadas. É o que chamamos de resolução interpolada. A resolução que realmente influencia na qualidade da imagem é a chamada resolução ótica. Nos scanners mais simples, a resolução ótica é de 600x300 ou 600x600 (resolução nos sentidos horizontal e vertical). Scanners mais sofisticados apresentam resoluções óticas de 1200x600 ou 1200x1200. Se digitalizarmos uma foto com 10x10 centímetros na resolução de 300x300, o arquivo resultante terá cerca de 1200x1200 pixels. É uma qualidade suficientemente boa para exibir a imagem em uma tela de alta resolução ou para obter a mesma foto impressa em uma boa impressora colorida. A mesma foto teria cerca de 5000x5000 pixels ao ser digitalizada com a resolução ótica de 1200x1200. Para aplicações não profissionais dificilmente é preciso operar com mais de 300x300. Por isso a resolução interpolada, elevadíssima (é obtida pelo "esticamento", simulando uma resolução maior), não é usada na prática. Necessitaria de uma elevada quantidade de memória e demoraria um tempo enorme para a transmissão de dados entre o scanner e o computador. A resolução interpolada elevada serve apenas para deixar o usuário impressionado.
OCR
Todos os scanners são acompanhados de um programa de OCR (reconhecimento ótico de caracteres). Com ele podemos digitalizar um texto impresso (uma página de revista, por exemplo) e obter o arquivo de texto original, de forma editável. Este recurso é muito útil para trabalhos escolares, por exemplo. Mas antes de comprar, tome um cuidado importante: o programa de OCR deve ser compatível com os caracteres acentuados da língua portuguesa. Alguns programas de OCR não reconhecem os acentos, e por isso tornam-se quase inúteis.
Nem todas as marcas são boas
Os scanners HP são considerados os melhores. Também têm assistência técnica no Brasil. Por outro lado, são também caros. Existem outras marcas de boa qualidade, como Epson, Genius e Plustek. É constrangedor, mas existe um certo modelo de scanner bastante problemático: freqüentemente chegam ao jornal cartas e mensagens de usuários desses scanners, com vários tipos de problemas. Em uma loja de sucata eletrônica em São Paulo, encontramos uma pilha desses scanners, à venda "no estado", por 10 reais cada. Eram mais de 50 scanners estragados. Na loja de sucata ao lado, uma pilha ainda maior, tinha cerca de 100 scanners. Ficaria assim respondida a pergunta de um leitor que certa vez perguntou como obter uma lâmpada nova para o seu scanner, que havia queimado.
Impressoras
Felizmente o mercado de impressoras é disputado por marcas de boa qualidade, como HP, Canon, Epson e Lexmark. Esses são os fabricantes representados no Brasil, que oferecem garantia e assistência técnica. Mas tome cuidado, muitas lojas fazem importação direta, sem passar pelos canais oficiais de distribuição, e por isso não contam com garantia nem assistência técnica. Mesmo assim, ao optar por essas marcas você encontra suprimentos com facilidade, e caso não conte com a garantia, ainda poderá pagar por serviços de manutenção em uma assistência técnica autorizada. Se você optar por outras marcas, como Okidata, Citizen, Sharp e Sony, por exemplo, dificilmente encontrará suprimentos e assistência técnica no Brasil.
Impressão de fotos
Usuários de câmeras digitais sempre desejam imprimir em papel as fotos feitas por essas câmeras. Qualquer impressora colorida é capaz de imprimir fotos com excelente qualidade, usando papel de alta resolução ou o chamado papel "glossy". É uma espécie de papel brilhante, muito indicado para imprimir fotos. Entretanto a qualidade não é 100% igual à de uma foto de verdade, apesar de ser quase tão boa quanto. Se você quer qualidade ainda melhor na impressão de fotografias, procure uma impressora específica para fotos, como a Epson Stylus Photo.
Cartuchos diferentes
As impressoras coloridas operam com 4 cartuchos de tinta: preto, amarelo, cyan e magenta. O ideal é escolher um modelo que use 4 cartuchos independentes, assim cada cartucho poderá ser usado até o final, sem desperdício. Algumas impressoras operam com um cartucho preto e um colorido (amarelo, cyan e magenta). Quando acaba uma das tintas do cartucho colorido, é preciso trocá-lo inteiro, e o restante de tinta das duas cores restantes é desperdiçada. Além disso os cartuchos separados tendem a ser menores e mais baratos.
Velocidade de impressão
Impressoras rápidas são mais caras. Para aplicações profissionais a velocidade é um parâmetro importante. Se é preciso esperar 10 minutos para imprimir uma página colorida, a produtividade é bastante prejudicada. Também em aplicações profissionais é interessante utilizar impressoras que operam com papel de tamanho grande, A3 por exemplo (30x43 cm). Já as impressoras para uso doméstico podem ser mais simples. Podem operar com folhas de menor tamanho (ofício, carta e A4) e não precisam ser rápidas. Podemos encontrar boas impressoras coloridas para uso doméstico, por preços um pouco acima de 200 reais. Não fique impressionado com a velocidade de impressão anunciada pelos revendedores. É comum encontrar impressoras de 5 páginas por minuto, mas que ficam 10 minutos para imprimir uma foto colorida. O número de páginas por minuto anunciado para as impressoras a jato de tinta é válido para impressão de texto usando apenas a tinta preta, em baixa resolução.
Exija o cabo correto
Todas as impressoras modernas operam nos modos ECP e EPP (o PC transmite os dados para a impressora na taxa de 2 MB/s). Para que esta velocidade seja utilizada, é preciso usar um cabo adequado, conhecido como IEEE-1284. Infelizmente no Brasil os importadores não gostam de oferecer este cabo, por ser muito pesado. Oferecem o cabo paralelo comum, ou então o chamado "bitronics". Esses cabos são adequados ao modo SPP (também chamado de normal ou compatível), usado nos anos 80, que opera com 150 kB/s. Ao obrigar uma impressora moderna a operar nos modos ECP ou EPP usando este cabo, ocorrem diversas anomalias que vão desde erros de impressão ao PC simplesmente não reconhecer que a impressora está conectada. O usuário acaba tendo que reduzir a velocidade para SPP, permitindo conviver com o cabo obsoleto. Para evitar este problema, compre a impressora já acompanhada do cabo IEEE-1284. Mas prepare-se: os vendedores não conhecem este cabo, apesar de amplamente divulgado nos sites dos fabricantes de impressoras. Use a regra geral: se o cabo vem dentro da caixa da impressora, então ele é IEEE-1284.
Conexão USB
Se o seu PC é um MAC, provavelmente ele não possui uma porta paralela, e sim portas USB, muito mais avançadas. Todos os fabricantes oferecem modelos dotados de interface USB, assim podem ser ligadas tanto nos MACs como nos PCs mais modernos, que também possuem este tipo de interface.
Software
Um PC doméstico deve preferencialmente ter o sistema operacional Windows 98 SE, ou o Windows ME (Millenium Edition), assim que for liberado. O Windows 2000 não é indicado para um PC doméstico, pois possui menos suporte para aplicações de multimídia e jogos. Tanto nos PCs domésticos quanto nos para uso empresarial, é necessário ter um bom editor de textos, como o Microsoft Word. Este programa faz parte do pacote Microsoft Office. Existem alternativas de menor custo, como o Star Office e o Lotus Smart Suite, que podem ser obtidos quase de graça, à venda em bancas de jornais.
Cuidado com a pirataria
É preciso tomar cuidado com a questão da pirataria. A maioria dos pequenos fabricantes indica o preço do PC sem incluir o custo do sistema operacional. Depois vêm com uma velha estória "instalamos o Windows só para testar a máquina, a rigor você tem que apagá-lo, comprar um Windows na loja e instalar, mas se você quiser pode ficar usando este que deixamos instalado". Trata-se de uma forma bonita de dizer que o software é pirata. Outros produtores nem se dão a este trabalho: não só instalam o Windows pirata, como dezenas de outros softwares "de brinde", todos piratas, como Office, Corel Draw, Auto CAD, diversos jogos e até mesmo chegam a instalar tudo o que o usuário pedir. É uma prática ilegal, muito utilizada pelo usuário doméstico. Do ponto de vista jurídico, o risco para o usuário doméstico é pequeno. Não ouvimos falar sobre fiscais ou a polícia entrando em uma residência para verificar se existem programas piratas. Já para as empresas, o risco é muito grande. Além da ABES (Associação Brasileira de Empresas de Software) estar apertando o cerco contra empresas de médio e grande porte que usam programas piratas, existem relatos de visitas da polícia até em pequenas empresas à procura de programas piratas. Usuários principiantes podem receber programas piratas sem saber. Cada programa legalizado é acompanhado de um cartão de registro e um certificado de autenticidade do seu fabricante, e muitas vezes de um manual impresso. Quando o usuário não recebe nada disso, só o programa instalado, provavelmente trata-se de uma cópia pirata.
A opção do Linux
O Linux é um sistema operacional gratuito. Seu ambiente gráfico KDE é muito parecido com o Windows, portanto usuários acostumados com o Windows não terão dificuldade em aprender seus comandos. Não encontramos para o Linux a grande quantidade de softwares disponíveis para o Windows, mas este sistema é adequado a PCs para aplicações simples, usados em escritórios. Em geral o Linux é acompanhado de vários aplicativos. O Conectiva Linux vem com o Star Office (um substituto do Microsoft Office), o Netscape Navigator (para acessar a Internet e usar o correio eletrônico) e vários outros programas. Portanto para um PC de uso empresarial que basicamente vai utilizar Office Applications e acesso à Internet, o Linux e os aplicativos disponíveis são bastante adequados.
Programas gratuitos
Se alguns softwares são caros, por outro lado existem vários outros que são gratuitos, oferecidos pela Internet. Quase todos os fabricantes de software oferecem programas totalmente gratuitos (freeware), programas que o usuário compra se quiser (shareware) e programas de demonstração que funcionam por um período fixo (demoware). Um exemplo típico de Freeware é o WinAMP, o mais popular programa para ouvir músicas MP3. Outro exemplo é o WinZIP, programa para compactação e descompactação de arquivos. Esses programas são obtidos facilmente em sites apropriados, como www.shareware.com e www.download.com. Se você não quer perder tempo fazendo download, pode optar por adquirir esses programas em CDs vendidos em bancas de jornais. O custo do CD (de 10 a 15 reais) é muito inferior ao da conta telefônica, resultante de horas e mais horas de download
Postado por Fábio às 21:07
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